ROTARY CLUB DE DOURO E VOUGA INTERNATIONAL NASCE PARA CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE DO PLANETA

O Rotary Club de Douro e Vouga International nasceu em junho deste ano e debruça-se, particularmente, na área do ambiente para promover a sustentabilidade do planeta. É o primeiro clube internacional do distrito 1970 e é também “pioneiro” no projeto que está a começar a desenvolver na área da polinização em parceria com a polli.NET, uma rede colaborativa que congrega toda a comunidade científica e várias instituições que trabalham esta problemática. A Sintonia quis conhecer este projeto, que pretende informar e sensibilizar para a temática, com diversas ações no terreno, e conversou com Ricardo Henriques e Salomé Tavares, membros deste clube rotário.

Achamos que cada geração deve deixar melhor o planeta do que o encontrou”. Esta frase, proferida por Ricardo Henriques na entrevista, resume bem o trabalho que o Rotary Club de Douro e Vouga quer desenvolver, tanto a nível local como internacional. Esta entidade nasceu recentemente e decidiu debruçar-se sobre o ambiente, especificamente sobre a área da polinização. “Ao longo deste tempo fala-se muito sobre a problemática dos polinizadores, mas não há uma contextualização e um conhecimento de fundo sobre o que é que tem de ter ser feito e sentimos que podíamos ter aqui um papel diferenciador, de informação e sensibilização“, enquadra Salomé Tavares.

Mas o que são, afinal, polinizadores? Salomé Tavares explica, referindo que são “todos os agentes responsáveis pelo transporte de pólen de uma flor para a outra“, nomeadamente insetos. E que relevância tem a polinização? Sem este transporte, esclarece a rotária, “as plantas não se reproduzem” o que implica que deixem de existir sementes e frutos, por exemplo. Feito o enquadramento, Salomé Tavares adianta que o “número de insetos está a diminuir substancialmente“, devido, por exemplo, às alterações climáticas e à existência de ambientes cada vez mais urbanizados e com menos espaços verdes.

E que consequências poderá ter isto para o planeta Terra? Salomé Tavares aponta que poderá estar em causa, por exemplo, a segurança alimentar, os medicamentos (feitos à base de plantas) ou até mesmo setores como o têxtil. “Podemos ser parte da solução“, acrescenta a rotária, destacando como exemplo, que é possível “ensinar às pessoas a ter o seu próprio jardim de polinizadores“. “Podemos levar à ciência a possibilidade de fazer uma aplicação prática no terreno“, completa Ricardo Henriques, apontando para a parceria com a polli.NET.

O projeto é “pioneiro“, dizem os rotários, que não acusam a responsabilidade de serem os primeiros a trilhar caminho nesta área. “Maior do que o peso da responsabilidade, está a força da motivação”, afirma Ricardo Henriques. Para isso, garante o responsável, há uma equipa constituída por “pessoas com valor e de valores” para levar o projeto em frente. Os principais objetivos deste clube rotário, afirma Ricardo Henriques, passa por “trabalhar a nível local, na área de abrangência de Douro e Vouga e em cooperação com os clubes que já existem, mas também trabalhar com clubes internacionais“.

Nesta fase inicial, estão a ser desenvolvidos contactos junto de várias entidades, como autarquias e empresas, explica Ricardo Henriques. O objetivo é também “sensibilizar e cativar as empresas a terem uma responsabilidade social ligada ao ambiente“, refere.

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